Pais sendo pais

Meus pais foram me buscar na faculdade pelas 9 da noite, passamos na frente do Escobar, um bar perto da faculdade, e então vi alguns cinco amigos meus saindo de lá, em meio a gargalhadas, pareciam que estavam “altos” ja. Então meu pai abre a boca-o que às vezes deveria acontecer com menos freqüência eu penso- e solta:
– Sera que quando nós éramos jovens nós éramos doidos assim? Esses cabelos, essas roupas?
– Não éramos não -disse minha mãe.
Eu ficaria quieta, pois acadêmicos de artes visuais não são lá um exemplo de normalidade, no entanto, olhei de volta para a turma que já havia ficado  um pouco pra trás e o único cabelo diferente era o de uma menina… Negra… Que, assumindo sua identidade natural, tinha um lindo black power.
– Mas pai, o único cabelo diferente ali é um black power.
Quase falando por cima- Pra gente é diferente filha, na nossa época não tinha internet, essas coisas, esses ídolos que tem hoje em dia…(conversa longa que não quis nem retrucar porque ele ia se justificar de novo). Enfim… Não suporto a hipocrisia deles…

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